Masturbação: Prazer solitário

A masturbação já foi pecado e causadora de loucura. Hoje se sabe que evita câncer de próstata


01/12/2007 00h00
A primeira menção à masturbação está na Bíblia. Um hebreu de nome Onan não queria ter filhos. Nas relações sexuais com a esposa, interrompia o coito antes da ejaculação e depois espalhava o sêmen sobre a terra. Irado, Deus matou-o por causa da transgressão. Não se sabe se Onan existiu, mas sua história deu a tônica do tratamento da masturbação no Ocidente.
Século 1 a.C.
Objetos fálicos encontrados na Palestina mostram que mulheres já utilizavam dildos para penetração vaginal. Eram muitas vezes utilizados em cerimônias rituais.
1054
O papa Leão IX condena a masturbação como “pecado secreto”.
1708
Um tratado anônimo inglês utiliza “onanismo” como sinônimo de masturbação. O texto era intitulado “Onania: O Atroz Pecado da Autopolução e Suas Terríveis Conseqüências a Ambos os Sexos”.
1712
O filósofo Jean-Jacques Rousseau absolve a masturbação. Seria uma forma de expressão do desejo sexual no ser humano.
1758
O médico suíço Samuel Tissot conclui que quem pratica o onanismo está sujeito à perda de visão, lesões cardíacas, melancolia e loucura – e recomenda dieta e camisa-de-força.
1879
James Paget, médico da rainha Vitória, diagnostica a masturbação como “hipocondria sexual”, o que causaria depressão.
1900
Freud vê a masturbação como hábito da infância, causadora de histeria.
1948-1953
Segundo estatística do zoólogo Alfred Kinsey, 92% dos americanos homens se masturbavam. E 62% das mulheres também.
1983
No Brasil da abertura política, a música “Meu Ursinho Blau-Blau”, do grupo Absyntho, insinua a conversa do cantor com seu pênis (o “ursinho”).
1995
A porta-voz de assuntos de saúde do governo de Bill Clinton, Jocelyn Elders, é demitida após sugerir que as escolas deveriam ensinar sobre a masturbação.
2001
Um estudo do Conselho do Câncer em Melbourne, Austrália, descobre que a masturbação masculina evita o câncer de próstata.
 Masturbação não é pecado, defende freira.mala direta

A freira americana Margaret Farley decidiu bater de frente com o Vaticano. Em um livro sobre sexualidade e moral religiosa, ela escreve: a masturbação não é pecado, tampouco o divórcio. “A masturbação não costuma levantar quaisquer questões morais. É verdade que muitas mulheres têm encontrado grande benefício nesse tipo de prazer, o qual, por sinal, serve para manter relacionamentos, em vez de dificultá-los”, escreve a freira — algo que os casais não religiosos já sabiam faz muito tempo. A questão ganhou as manchetes internacionais quando o Vaticano se pronunciou sobre o livro. O recado de Bento 16 foi claro, todo católico deve encarar “a masturbação como um ato de desordem grave”. A posição oficial da instituição religiosa é alvo de críticas nos Estados Unidos, pois não dá conta das mudanças ocorridas na sociedade. Ferley já é considerada capaz de iniciar uma pequena revolução na igreja. Que o Grande Arquiteto do Universo Ilumine Sua Vida!mala direta



Fonte: http://guiadoestudante.abril.com.br

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